Europa:cuidado com os pickpockets!

“É muito fácil roubar turistas Brasileiros:Diz batedora de carteira em Paris”

 

Poucas cidades no mundo atraem tantos visitantes como Paris. A cada ano, 30 milhões de pessoas visitam a cidade. Mas esse lugar de tantos encantos, que remetam a elegância, cultura, romance e história, às vezes desencanta. E, de uma hora para outra, a viagem tão esperada pode se transformar em frustração. Turistas correm o sério risco de serem roubados na capital francesa.

O perigo já começa no aeroporto. Vídeos registrados pelas câmeras de segurança mostram a ação dos bandidos, que aproveitam momentos de distração dos viajantes. E não ha lugar onde os turistas estejam mais distraídos que no museu mais visitado do mundo, o Louvre, que recebe 300 mil pessoas por dia.

Em abril, os seguranças entraram em greve durante 24 horas em um protesto contra a presença de ladrões dentro da instituição. Eles estavam agindo de forma cada vez mais audaciosa e os próprios funcionários eram vítimas. O Louvre reabriu no dia seguinte com 20 policiais a mais em ação, cinco deles uniformizados, circulando no acesso principal às galerias.

Um policial conta que os chamados pickpockets não se interessam pelos jovens, porque eles não têm dinheiro na carteira, e mostra o armário com todos os objetos que foram roubados, como carteiras e passaportes. Quando conseguem roubar, os ladrões pegam o dinheiro e se livram imediatamente das carteiras.

Meninas são maioria nos grupos que roubam

No metrô, todo cuidado é pouco. Na maioria dos casos, os roubos são cometidos por adolescentes do leste europeu, da Romênia e países da antiga Ioguslávia, como a Bósnia. São grupos formados sobretudo por meninas, aparentemente inofensivas, que nem de longe lembram o estereótipo do bandido. As jovens se aproximam, distraem suas presas e atacam sem que elas percebam.

O chefe das equipes da brigada anticriminalidade do metrô parisiense reconhece que o trabalho policial esbarra na legislação e explica que os ladrões não vão para a prisão porque são menores. “Lidamos com redes criminosas que exploram as falhas na legislação francesa, e que sabem muito bem que a gente não manda um menor, de 13 anos, para a cadeia, por exemplo”, conta Fabrice Coussot.

Anualmente, o turismo na França  movimenta cerca de € 42 bilhões, o equivalente a R$ 130 bilhões, uma atividade essencial para a economia. Em tempos de crise, o país não pode se dar ao luxo de perder essa receita. Por isso, o governo tenta lutar contra a proliferação dos batedores de carteira, que roubam dinheiro e celular, principalmente de estrangeiros.

Ao longo de algumas semanas, a GloboNews registrou a ação da polícia francesa no combate a essas gangues, que aumentaram nos últimos anos. “Houve a ampliação da União Europeia e agora todo cidadão europeu é livre para atravessar fronteiras”, aponta Coussot. Ele destaca que, por ano, são detidos cerca de três mil ladrões no metrô.

Se tiver muito turista, a gente pode trabalhar e juntar até € 30 mil”
Batedora de carteira em Paris

Como eles sabem que a legislação francesa protege as crianças, se recusam a deixar as impressões digitais e a fazer qualquer exame para determinar a idade. Após algumas horas de detenção, a justiça manda soltar. E as gangues voltam a agir imediatamente. Com a certeza da impunidade, uma das meninas aceita dar uma entrevista sem cobrir o rosto. E conta quem são seus alvos preferidos. “Todo mundo, desde que seja turista. Os brasileiros, para nós todos, são fáceis. Dependendo do dia, se tiver muito turista, a gente pode trabalhar e juntar até € 20 mil, € 30 mil. Se não tiver, às vezes a gente volta para casa sem nada”, revela.

A audácia é tanta que elas chegam a fazer uma simulação de roubo, usando o próprio policial como vítima fictícia. Neste interminável jogo de gato e rato, todo mundo já se conhece de longa data. Existe até uma certa camaradagem. Mesmo em lados opostos, os policiais e as meninas se tratam com simpatia e até uma dose de carinho.

Existe uma organização poderosa controlando os batedores de carteira que atuam em Paris e outras cidades europeias, como Barcelona e Roma. Alguns dos chefões, originários da Bósnia, foram presos pela Interpol e ainda estão atrás das grades. No entanto, a rede segue funcionando com força e as investigações ainda não esclareceram com precisão o esquema por trás do aliciamento de menores.

Comparada com as grandes capitais brasileiras Paris é uma cidade relativamente segura. Não ha’ sequestros relampagos, sao poucos casos de violência à mão armada, nós mulheres podemos andar com minissaia sem nos sentirmos ameaçadas e de maneira geral podemos caminhar tranquilos nas ruas mesmo à noite sem medo de violência. Mas os batedores de carteira, ou pickpockets como são chamados lá, existem aos montes, principalmente nos ambientes turisticos e até mesmo nos lugares fechados e/ou pagos como  museus e igrejas. Eles andam cada vez mais espertos e sabem como ninguém desviar a atenção do turista. Tem muitas crianças e adolescentes nessas gangues, boa parte imigrantes pobres do leste europeu.

Muita atenção a seus pertences e leia as dicas abaixo:

  • Atenção a golpes como golpe do anel entre outros. Não dê atenção e continue o seu passeio.
  • Evite andar com carteira e celulares em bolsos de fácil acesso, principalmente os bolsos de tras da calça. Use doleiras para levar cartões e dinheiro, que são pequenas pochetes para usar por baixo da roupa. Deixe os passaportes no cofre do hotel.
  • Familias com crianças são particularmente visadas porque estamos frequentemente atentos com os pequenos e não prestamos atenção suficiente ao redor (foi exatamente o que aconteceu comigo).
  • Jamais deixar carteiras e objetos de valor em cima da mesa, toalha de picnic ou no carrinho de bebê. Um segundo de distração é o suficiente para ser furtado.
  • Qualquer comportamento suspeito dentro do metrô, alerte os funcionarios da RATP. Pode ser a pessoa do guichet, caso não encontre outro funcionario. Em geral eles são bem reativos e as vezes ouvimos avisos no metrô quando ha’ a presença de pick-pockets agindo.
  • No aeroporto e estações de trem jamais pegue taxis não cadastradas. Siga a placa “Taxi” e entre na fila para pegar os taxis cadastrados. A fila pode parecer grande mas anda rapido.
  • Anote o numero IMEI do seu celular pois caso este seja roubado, você precisara’ dele para fazer o BO. Se for roubado faça o BO (porter plainte) em qualquer delegacia (commissariat de police) para poder bloquear o uso do aparelho.
  • Esta dica não tem muito a ver com furto mas com criança pequena não é bom dar bobeira em ambientes lotados. Uma sugestão é usar pulseiras de identificação.
  • Atenção redobrada nos pontos turisticos principais como no região do Louvre, Montmartre, Torre Eiffel e Champs-Elysées. Em geral eles são bem vigiados por policiais mas os pickpockets agem discretamente e na maior parte das vezes só percebemos quando já é tarde demais.

 

 

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